terça-feira, 8 de novembro de 2022

Matriz, saturação e brilho

 

créditos: printi

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É tão comum vermos cores que nem paramos para pensar como funcionam, e é pensando nisso que hoje vou falar sobre cores e como captamos elas. 

Ha basicamente três coisas necessárias para vermos a luz: matriz, saturação e brilho, e é ate estranho pensar que as cores não existem, elas são fruto do nosso cérebro.

Mas antes de irmos para duas definições é legal termos uma ideia de como nosso olho funciona e calcula todos esses elementos para nós o tempo todo;

creditos: essilor


tudo o que enxergamos é colorido pois a luz branca é a mistura de varias cores, quando vemos algo verde este é simplesmente a falta de todas as outras cores da matriz que enxergamos tirando o verde.

A luz, ou a imagem do objeto atravessa a corneá e a iris, que ajuda a regular o brilho da sua visão, que por incrível que pareça essa imagem é refletida que forma invertida, neuros sensores levam a informação ao cérebro que por sua vez arruma a imagem para nós.

ou seja, todos estes conceitos estão presentes em nosso dia-a-dia, nós vivemos eles. 

mas agora vamos nos aprofundar mais:


matriz

é o comprimento das ondar que nos fazem enxergar a cor, ou seja, quando falamos de matriz estamos falando de cores em si. é importante comentar que existe dois meios principais de vermos cor: RGB ( vermelho, verde e azul ) e CMYK ( ciano, magenta, amarelo e preto ) sendo o RGB a visão das cores usando a luz usado em telas digitais e CMYK o contrario, usando a absorção de luz para criar cores, muito usado em impressão.

as cores são o resultado da mistura de primarias e segundarias, mas vou falar mais sobre isso no post de teoria das cores.

creditos: tecnoblog


saturação

é a pureza da cor, o quão mesclada com a cor branca ela esta, no circulo cromático uma cor se torna com baixa saturação quando misturada a sua cor oposta


saturação original

saturação baixa


saturação alta



brilho ou luminosidade


a claridade é algo mais comum para nós, é a quantidade de luz produzida por algo, a quantidade de distribuição de luz.

A claridade e a escuridão é uma forma básica para criar nitidez na imagem recebida - quando mais longe os tons mais nítido será, por exemplo se um desenho é branco e preto ele vai ter bastante nitidez, mas se for apenas alguns tons de cinza próximos ele vai ser visualmente mais difícil de entender, no caso não existe necessariamente um certo e errado, depende muito da arte que está sendo feita.

( é possível observar isso nessas famosas ilusões de óptica )

Uma técnica para perceber os valores do desenho - ou seja, o quão nítido está - é os colocando em grayscale ( escala cinza ), ou simplesmente em "branco e preto" como é comumente falado. Olhe só estas artes da artista loish e depois perceba a sua versão em grayscale:

                                1:

2:

Perceba que no desenho em escala de vermelho (1 ) parece bem menos nítido, e olhando o mesmo desenho em plano de cinza a escala também parece ter tons bem mais próximos do que do desenho 2.


Enfim, está imagem resume bem tudo o que vimos;




confesso que esta área do desenho ( e da colorimetria ) não é uma das minhas preferidas por sua quantidade de termos complexos para se referir a coisas simples, mas de qualquer forma estes conceitos são importantes para entender a teoria das cores, que em breve vou fazer um post sobre.



extra: valeu por ter emprestado a garrafinha Kauany ela é muito chique.

créditos: shutterstock


sábado, 22 de outubro de 2022

espaços negativos e positivos no desenho

         


 

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Dentro da teoria do desenho existe um breve assunto que é muitas vezes deixado de lado, mas que usamos sem perceber: espaços positivos e negativos.
Logo quando ouvimos "positivo" e "negativo" associamos a matemática, o que faz esse assunto parecer cabuloso, mas na verdade se trata de algo que fazemos o tempo todo trabalhando com composição, na verdade é algo que nosso próprio olho faz, o que é basicamente:

positivos
tudo o que é do foco principal, que o cenário da composição nos leva a ver primeiro e caracterizar como figura principal.


negativos
toda a composição do cenário e elementos adicionais que embelezam e ajudam a dar o contexto da imagem deixando o foco principal mais a amostra.


     como o nosso olho trabalha;


Nosso olho sempre está procurando um ponto para focar, é por exemplo o que acontece aqui;

Quando colocamos nosso dedo próximo ao nosso olho e fixamos nele, é possível perceber que o resto do ambiente embaça, sendo o dedo um ponto positivo e o cenário o negativo

Quando desviamos o olhar e fixamos no cenário ocorre o processo contrário; o dedo se torna negativo e o cenário positivo.

Esse conceito pode ser aplicado quando fazemos um desenho de cenário com diversos planos, fica mais fácil compormos um cenário levando isso em conta, mas também outra utilidade seria fazendo um desenho com uma referência, por exemplo a imagem do posto passado:
Aqui fica fácil observar os pontos positivos e negativos, e levando em conta que queremos apenas desenhar a mão e não o espaço negativo este se torna uma forma muito mais simples do que a mão em si ou até fornecendo formas mais simples do que a mão;

Como é possível observar aqui, a forma da mão é muito complexa, mas as formas do espaço negativo são simples e facilitam a compreensão de espaço na hora de desenhar essa imagem ou até serve como esboço também.



Para terminar, fique com alguns estudos do artista Oliboni utilizando essa técnica;


 Muito legal né?

* Vale dizer que a teoria posta neste blog foi principalmente tirada do livro: "desenhando com o lado direito do cérebro" da Betty Edwards, é um livro que recomendo mesmo que você não desenhe, já que ele possui muitas curiosidades, aquele tipo de curiosidade que te faz enxergar o mundo de uma forma totalmente diferente.


Espero que tenham gostado ❤️






arte: Salvador Dali















Anatomia em formas básicas

 

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Sabia que é possível conseguir representar formas complexas por meio de formas básicas?

Na verdade, está é a melhor forma de representar qualquer objeto ou ser no desenho; identificando suas formas básicas presentes.
Por exemplo uma mão, normalmente isto se trata de algo muito difícil de ser desenhado por causa de sua forma complexa e constante movimento, levando o mesmo para o processo de identificação de formas básicas conseguimos um resultado mais satisfatório do que só desenhar pelos contornos ou por meio de esboços com formas complexas;



Por exemplo podemos imaginar a mão -algo que é o pesadelo de muitos na hora de desenhar- como um amontoado de caixas em perspectiva, como fiz ali em cima da minha mão, eu fiz direto na foto mas prometo que no papel não é difícil :}

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Já em outro plano conseguimos ver como é mais fácil perceber a forma da mão e a desenhar desta forma
* Fiz alterações no dedão para não ficar tão realista, mas isso vai de gosto.

As formas que utilizamos também carregam sentimentos, por exemplo, quando você escuta a palavra "Kiki" e "bouba", qual você associa a um objeto pontiagudo? Normalmente seria "kiki", justamente por associarmos a algo que espeta ou que seja perigoso, "bouba" seria algo fofo e confortável ( Isso também funciona no caso contrário, quando vemos uma imagem pontiaguda associamos a palavra "Kiki" e etc... ).
Essa é uma estratégia usada até hoje na hora de fazer design de objetos e de personagens, por exemplo olhe esses esboços do Tom e do Jerry, ambos personagens desenhados com círculos para parecerem mais amigáveis as crianças e fofos;
Olhe esses esboços usando as formas redondas;
                      ( artista desconhecido )

Ja estes personagens usam mais quadrados e triângulos, e mesmo sem conhecer eles o associamos a vilões;

                       ( Artista desconhecido )




Então é isso, espero que tenham gostado ❤️